Pára em dia de verão e esquecimento
Uma brisa de sudário escarpada,
Rostos que vão lendo o rebento
Do mistério presente da cruz passada.
Toca-nos o mistério enquanto passamos
Num sopro de dedos gratuito,
Intruso das horas em que recordamos
Acções vãs num fundo convicto.
O mistério é esquecimento em dia de verão
Visto na presença que trespassa,
Indecifrável cravado na razão
Como anjo fundido na cena que passa.
P.A.
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